quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Homenagem ao meu autor preferido

Conheci Nelson Rodrigues, ou melhor dizendo, sua obra aos doze anos. Realmente uma idade pouca para seus escritos. Com doze anos, ainda mais na minha época e no meu atraso ingenuo, entender o universo Rodrigueano foi meio complicado. Entretanto, apesar da pouca idade, eu bebia suas palavras com uma sede inexplicável, eu alterava aos poucos minha forma de leitura do mundo e minha maneira de perceber a arte.

Nelson Rodrigues pra mim é um dos maiores artistas do cotidiano. Quando estou triste, melancolica, com um tédio efusivo, basta que eu lance mão de uma A Vida como ela é, uma memória ou confissão do autor, para que por meio ao sabor das palavras eu encontre de novo o rumo e o prumo.

Roland Barthes dizia " O texto que o senhor escreve tem que me dar provas de que ele me deseja". E como eu me sinto desejada, infinitamente desejada pelo texto rodrigueano. Como suas palavras roçam em mim e penetram com força minha sensibilidade.

Ao autor que me fez a leitora que eu sou dedico essa página.

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